Rússia saúda mudança de tom dos EUA sobre Coreia do Norte

Rússia saúda mudança de tom dos EUA sobre Coreia do Norte

Até o momento, os Estados Unidos afirmavam que qualquer negociação deveria ser limitada à eliminação das armas nucleares da península coreana.

"Vamos nos encontrar e discutir o clima, se quiserem, ou se a mesa deve ser quadrada ou redonda, se isto lhes der prazer", disse o chefe da diplomacia americana.

O Conselho de Segurança da ONU discutiu, na segunda-feira (11), a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte a pedido dos EUA, do Reino Unido e da França, junto com outros seis integrantes não permanentes do conselho.

Mas Tillerson acrescentou que a campanha americana de pressão econômica e diplomática sobre Pyongyang continuará "até que caia a primeira bomba".

Feltman insinuou que o governo norte-coreano concentrou grande parte das conversações sobre a tensão com os Estados Unidos (EUA) e disse ter lembrado às autoridades do país que, no que se refere ao seu programa nuclear e de mísseis, existe um consenso internacional claro.

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Feltman se reuniu com o ministro norte-coreano das Relações Exteriores, Ri Yong-Ho, e com o vice-chanceler, Pak Myong-Kuk, durante o final de semana em Pyongyang, na primeira visita realizada por um alto funcionário da ONU ao país desde 2010. "E não quero falhar", assegurou Tillerson em um discurso de fim de ano aos membros de sua equipe, dizendo também que finalmente será "o regime de Pyongyang quem terá que tomar uma decisão sobre o seu futuro". "E espero firmemente que a porta para uma solução negociada se abra agora", disse Feltman.

No dia 28 de novembro, Pyongyang lançou um míssil balístico intercontinental (ICBM) capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos, segundo especialistas. Por outro lado, os dois parecem divergir na forma de lidar publicamente com a Coreia do Norte.

Por esta razão, a missão permanente da Coreia do Norte na ONU declarou que os países ocidentais abordam a questão dos direitos humanos como pretexto para diminuir suas perdas militares e políticas.

Muitos analistas se mostram céticos sobre o fato de que Pyongyang tenha dominado a tecnologia necessária para permitir que o míssil resista à reentrada na atmosfera terrestre.

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