PF faz operação na Câmara dos Deputados; dois deputados são alvos

PF faz operação na Câmara dos Deputados; dois deputados são alvos

A PF e a Procuradoria-Geral da República abriram a 6ª fase da Operação Ápia para cumprir 16 mandados de busca e apreensão e 8 de intimação contra investigados citados em acordo de colaboração premiada homologado no Supremo Tribunal Federal.

Os investigadores apontam que ocorreram os crimes de corrupção e lavagem em supostos pagamentos de propinas realizados pela Construtora Rio Tocantins (CRT) aos políticos.

Deputados Carlos Henrique Gaguim e Dulce Miranda.

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Mandados judiciais de busca e apreensão foram cumpridos nos gabinetes dos deputados na Câmara, nos apartamentos funcionais deles em Brasília e também em suas residências no Tocantins - que inclui a casa do governador do estado.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a 6ª faze da Operação Ápia na manhã desta quarta-feira (13), em Brasília. "As obras da empresa em questão que já haviam sido licitadas e contratadas no governo anterior, não foram interrompidas e continuaram com o curso normal", disse Gaguim, por meio de nota. "Inclusive, eu nunca tive sequer acesso as contas do PMDB, que, ademais, foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Tocantins - TRE/TO", acrescentou.

Por fim, refuto as acusações infundadas e desconheço que o delator tenha repassado valores através de assessores, que seriam para a minha pessoa, não passando de deduções, lançadas sem qualquer conteúdo probatório, com o único intuito de denegrir minha imagem. Deste valor, a Agência de Máquinas e Transportes (Agetrans) ficou com R$ 850 milhões para investir em obras nas rodovias, mas os contratos receberam aditivos que se computados, ultrapassariam R$ 1 bilhão. No ano passado foi levado para prestar depoimento na sede da PF, em Palmas.

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