A Palestina nunca permitirá que os EUA participem do processo de paz

A Palestina nunca permitirá que os EUA participem do processo de paz

Salientando que Jerusalém "foi e será a capital do Estado palestiniano", e que, sem isso, "não haverá paz e estabilidade", Abbas rejeitou qualquer futuro envolvimento dos Estados Unidos da América num processo de paz, na medida em que a balança de Washington pende para Israel, refere a PressTV.

Presidente em exercício da OCI, Erdogan espera unificar o mundo muçulmano contra a decisão americana.

A maioria dos países árabe-muçulmanos já reconhece Jerusalém Oriental como capital do Estado ansiado pelos palestinos.

- Israel é um Estado de ocupação. "Não pode haver uma paz regional e global se uma solução para a questão da Palestina não for encontrada", disse o presidente da Turquia, país que constantemente se apresenta como defensor da causa palestina.

"Nós que reconhecemos Jerusalém Ocidental como capital da Palestina devemos incitar os outros países a reconhecerem o Estado palestiniano com base nas fronteiras de 1967, e com capital em Jerusalém Ocidental", disse o chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu.

Para analistas políticos nos EUA, a decisão sobre o status de Jerusalém é parte de um esforço conjunto com o vice-presidente Mike Pence que, ao longo da campanha eleitoral, recebeu grande apoio de cristãos evangélicos, principalmente do Estado de Indiana, do qual foi governador de 2013 a 2017. A tarefa não será fácil, porém, já que a região se encontra profundamente dividida.

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Os países com representação diplomática em Israel têm as embaixadas em Telavive, em conformidade com o princípio, consagrado em resoluções das Nações Unidas, de que o estatuto de Jerusalém deve ser definido em negociações entre israelitas e palestinianos.

O mundo mundo muçulmano está dividido e vários países, entre eles a Arábia Saudita, querem melhorar suas relações com a administração Trump, com quem dividem sua hostilidade ao Irã.

Ismail Haniyeh faz comício em Gaza Foto: ReutersHamasConsiderado terrorista por vários países, o grupo radical islâmico governa a Faixa de Gaza desde 2006.

"A paz é baseada no reconhecimento da realidade", disse o premiê. Aos 82 anos, começa a ceder espaço para jovens lideranças e mantém atritos com o Hamas.

No comunicado final da cimeira extraordinária que hoje teve lugar na cidade turca, os 48 membros presentes da OCI declaram que "Jerusalém Oriental é a capital do Estado da Palestina" e convidam "todos os países a reconhecer o Estado da Palestina e Jerusalém Leste como sua capital". Impulsionou acordos de paz rejeitados pelos vizinhos.

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