Se não votar semana que vem, reforma será em fevereiro, diz Temer

Se não votar semana que vem, reforma será em fevereiro, diz Temer

O governo decidiu antecipar para quinta-feira o início da discussão sobre a proposta de reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados com o objetivo de ter um quadro real de apoios que poderá contar para tentar votar o texto na próxima semana, disse à Reuters uma fonte palaciana.

Maia anunciou o encerramento durante reunião de líderes de partidos da base aliada e da oposição nesta terça-feira, 12, no gabinete da Presidência da Câmara.

Nas últimas semanas, integrantes da base aliada vinham reclamando que emendas parlamentares empenhadas na época da votação das denúncias contra o presidente não tinham ainda sido executadas. Segundo ele, essa decisão, porém, será tomada somente na terça (19), após a tentativa de votação no plenário da Câmara. "E na quinta-feira (14) provavelmente a gente vai referendar o fechamento de questão do DEM", afirmou. Ele afirmou que o texto não será votado sem a garantia de vitória. "A prudência recomenda que se analise com muito cuidado para não constranger os deputados", disse. Se estivermos longe dos 308 e botar para votar, em vez de ter 280, a gente vai ter 150 votos. "E, tendo os votos necessários, e eu acredito que talvez seja possível [votar]", disse.

O presidente exemplificou casos de funcionários públicos que ganham acima do teto do INSS que terão que optar por uma previdência complementar para pode se aposentar pela totalidade do benefício. A declaração foi dada na saída de almoço com o presidente da Macedônia, Gjorge Ivanov, no Palácio do Itamaraty.

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Temer afirmou que a reforma da previdência vai ajudar as contas dos Estados e municípios e ressaltou que "várias associações, dos mais diversos setores" estão apoiando a reforma e que ela tem que ser feita "já".

A avaliação no Planalto, segundo uma fonte, é que Alckmin tem cumprido bem o papel de apoio à reforma, o que pode gerar um bom humor no restante da base.

Nesta terça cedo, Temer já participou de evento com empresários do agronegócio na CNA e fez uma cobrança por argumentos dos deputados que justifiquem um voto contrário a reforma.

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