Puigdemont descarta eleições na Catalunha

Puigdemont descarta eleições na Catalunha

Já na sexta-feira, numa nota divulgada pela Presidência da República, o Presidente da República criticou a declaração unilateral de independência da Catalunha, considerando que desrespeita a Constituição espanhola e não contribui para salvaguardar o Estado de direito democrático.

O líder do governo da Catalunha descartou a hispótese de convocar eleições antecipadas na região.

Ao mesmo tempo, em Madrid, o Senado espanhol deu autorização ao Governo para aplicar o artigo 155.º da Constituição para restituir a legalidade na região autónoma.

As medidas buscam "evitar o sequestro inadmissível de uma maioria dos catalães e o furto de uma parte de seu território do resto dos espanhóis", disse Rajoy, que qualificou a sexta-feira de um "dia triste, na qual a irracionalidade se impôs à lei", em alusão à declaração de independência do Parlamento catalão. Essa é uma das iniciativas de controle da região após o governo catalão ser destituído.

O que se seguiu foi um plenário parlamentar tenso, no qual a oposição, tanto o Cidadãos, como os socialistas catalães e o PP da Catalunha acusaram Puigdemont de irresponsabilidade e de se apropriar das instituições catalãs enquanto os grupos nacionalistas exigiram a declaração de independência para respeitar os resultados do referendo de dia 1.

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"A UE não precisa de mais divisões", afirmou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. "Mariano Rajoy quer que essas leis sejam respeitadas e ele tem todo o meu apoio", disse o presidente francês, Emmanuel Macron.

"Portanto, isso significa que não há possível reconhecimento de qualquer alegada declaração unilateral de independência da Catalunha", completou.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, por sua vez, pediu uma solução pacífica para a crise, e respeito à ordem nacional e internacional.

O governo do Brasil rejeitou a declaração de independência da Catalunha, segundo um comunicado divulgado este sábado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros brasileiro, no qual reitera o apelo ao diálogo em Espanha.

A pressão nas ruas dos simpatizantes do independentismo é comum.

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