Trump rompe acordo nuclear de Obama com o Irã

Trump rompe acordo nuclear de Obama com o Irã

"Propomos uma via que preencherá as lacunas do acordo nuclear, mantendo a administração dentro do acordo", explicou Bob Corker, presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado, e coautor da proposta juntamente com seu colega Tom Cotton, líder dos "falcões" anti-Irã na Câmara Alta do Congresso.

Em resposta ao discurso do presidente de Trump, no qual Rouhani disse que não continuaria a certificar o acordo multinacional, o iraniano afirmou ao vivo na televisão que o anúncio de Trump estava cheio de "insultos e falsas acusações" contra os iranianos. "Aparentemente não sabe que este acordo não é um acordo bilateral entre o Irã e os Estados Unidos".

A medida é parte da abordagem "A América Primeiro" de Trump para acordos internacionais, que o levou a retirar os EUA do acordo climático de Paris e das negociações comerciais da Parceria Transpacífico.

"Que eu saiba, nenhum país no mundo pode por fim sozinho a uma resolução adotada no Conselho de Segurança das Nações Unidas, e adotada por unanimidade", acrescentou a chefe da diplomacia europeia. Declarou ainda que o governo iraniano viola as regras diversas vezes e não tem o espírito do acordo.

Não houve reação imediata da China, embora Alexei Pushkov, parlamentar pró-Kremlin, tenha dito que nem Moscou nem Pequim apoiavam a posição de Trump.

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"Com base no histórico de fatos, estou anunciando que não podemos e não iremos fazer essa certificação", disse Trump em pronunciamento na Casa Branca, ao apresentar uma estratégia mais dura dos EUA com relação a Teerã. A agência noticiosa estatal SPA disse que o levantamento de sanções tinha permitido ao Irão, a potência regional rival, canalizar mais recursos financeiros para desenvolver o seu programa de mísseis balísticos e aumentar o apoio a grupos militantes xiitas, como o Hezbollah, que apoia o regime de Assad na guerra na Síria, e os Houthi, no Iémen, onde os sauditas estão envolvidos há anos numa guerra.

O presidente norte-americano, no entanto, obteve apoio de Israel e Arábia Saudita.

Trump também dará ao Departamento do Tesouro dos EUA maior autoridade para impor sanções econômicas contra pessoas; e entidades ligadas às forças militares iranianas, a Guarda Revolucionária; em resposta ao que Washington chama de esforços; para desestabilizar e enfraquecer seus adversários no Oriente Médio.

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