Madri e FMI temem que crise catalã prejudique economia espanhola

Madri e FMI temem que crise catalã prejudique economia espanhola

O governo de Rajoy considerou ilegais o referendo independendista deste mês e a tentativa de separação, justificando que a Constituição proíbe a divisão do território espanhol. "Não é admissível fazer uma declaração implícita de independência para depois deixá-la em suspenso de forma explícita". "É o que esperamos todos para pôr fim à situação que a Catalunha está a viver", acrescentou. A posição do premiê espanhol foi tomada após uma reunião de emergência com ministros do governo em Madri. No entanto, Rajoy assumiu que poderá acionar o artigo 155 da Constituição espanhola, se Puigdemont assumir que proclamou unilateralmente a independência.

O prazo para uma resposta vai até segunda-feira.

A bola está agora do lado catalão.

Hoje, em declarações à Catalunha Rádio e TV3, o porta-voz da Generalitat, Jordi Turull, valorizou o "gesto de diálogo sincero" de Puigdemont e defendeu que esse "tempo morto" é o "melhor investimento" para que o mandato do referendo de 1 de outubro, suspenso pelo Tribunal Constitucional, seja efetivo.

Além disso, Sánchez expressou apoio ao pedido de Rajoy por esclarecimentos. Declarações que lhe valeram a acusação de "falangista", atirado pelo deputado do PDeCat (partido independentista a que pertence Puigdemont). O anúncio foi inclusivamente feito pelo líder socialista Pedro Sánchez (e posteriormente confirmado por Rajoy no hemiciclo), que anunciou a criação de uma "comissão de avaliação do modelo autonómico" e uma discussão no Congresso dos Deputados seis meses depois.

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O presidente regional catalão, Carles Puigdemont, suspendeu, nesta terça-feira, a declaração de independência da Catalunha, para tentar negociá-la com o governo central, em um discurso muito aguardado no Parlamento regional.

A intenção da região rica do nordeste espanhol de se separar mergulhou a Espanha em sua maior crise política desde o golpe militar fracassado de 1981, e Madri ameaça destituir o governo catalão se este for adiante em sua busca pela independência.

O documento diz: "nós, representantes democráticos do povo da Catalunha, em livre exercício do direito de autodeterminação e de acordo com o mandato recebido da cidadania da Catalunha, constituímos a República catalã como Estado independente e soberano, de direito, democrático e social". O catalão protagonizou ainda alguns dos momentos mais intensos do debate quando, por exemplo, acusou os socialistas de serem cúmplices na "repressão autoritária" do Governo.

O chefe do governo catalão, Carles Puigdemont, não chegou a pedir uma moção de independência ao Parlamento regional, o que decepcionou muitos de seus seguidores. Segundo a vice-premiê Soraya de Santamaría, o líder catalão, na luz dos confusos acontecimentos da terça-feira, "não sabe onde está, aonde vai, nem com quem quer ir".

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