IBGE: vendas do varejo registram queda de 0,5% no mês de agosto

IBGE: vendas do varejo registram queda de 0,5% no mês de agosto

A queda de 0,5% no volume de vendas do comércio varejista em agosto, na comparação com julho, interrompe uma sequência de altas que se registrava há alguns meses.

Quanto à receita nominal do varejo, houve queda de 0,1% entre julho e agosto.

Na comparação com agosto de 2016, as vendas tiveram alta de 3,6% no volume, registrando a quinta taxa positiva consecutiva nesta base de comparação.

O maior fôlego nas vendas em relação ao ano anterior levou a Confederação nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a revisar de +2,2% para +2,8% sua projeção para o desempenho do varejo ampliado ao final deste ano, reforçando, assim, a percepção de que o primeiro crescimento anual das vendas do setor desde 2013 (+4,3%) já está contratado para este ano.

Em agosto, o varejo deteve taxas predominantemente negativas, atingindo sete das oito atividades que integram o setor. Outros segmentos que se destacaram negativamente foram os de tecidos, vestuários e calçados (-3,4%), e o de equipamentos e materiais para escritório (-6,7%).

Em contrapartida, o setor de móveis e eletrodomésticos (1,7%) pressionou positivamente, apresentando o 4º crescimento seguido mês a mês. Em relação às taxas acumuladas, os resultados foram de 7,3% de janeiro a agosto de 2017 e de 0,3% nos últimos 12 meses.

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A queda acontece após quatro meses de crescimento no período.

O varejo ampliado, que inclui a venda de veículos e materiais de construção, ficou praticamente estável em termos de volume (0,1%) frente a julho, enquanto a receita nominal teve variação de 0,4%.

Analisando por regiões, 17 das 27 unidades da federação apresentaram recuos no volume de vendas. Os destaques, em termos de magnitude de queda, foram Amazonas (-3,2%) e São Paulo (-1,7%). Por outro lado, Tocantins, com 5,5%, Rondônia, com 3,9% e Roraima, com 2,6%, apresentaram crescimento nas vendas.

Embora as vendas tenham recuado na margem, elas subiram na comparação interanual, ou seja, contra igual período do ano anterior. Estes sofrem influência também das vendas no atacado e, por isso, são informados em cálculos à parte.

O comércio varejista ampliado, ao mostrar variação positiva de 0,1%, registrou a terceira taxa positiva consecutiva em relação ao mês imediatamente anterior, influenciado, tanto pelo avanço de 2,8% em veículos e motos, partes e peças, quanto pelo aumento de 1,8% nas vendas de material de construção.

O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com avanço de 1,7% no volume de vendas sobre agosto de 2016, exerceu o segundo maior impacto positivo na formação da taxa global do varejo. Em 12 meses, contudo, o IBGE registrou baixa, de 1,6%. No entanto, na comparação a longo prazo, de agosto deste ano ante agosto de 2016, o índice apresentou leve crescimento de 0,2%. Os acumulados de material de construção se mantiveram positivos, com 6,5% no ano e 1,5% em 12 meses.

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