EUA anunciam saída da Unesco por viés 'anti-Israel' do órgão

EUA anunciam saída da Unesco por viés 'anti-Israel' do órgão

Mais cedo nesta quinta, a porta-voz do Departamento de Estado Americano, Heather Nauert disse que a intenção dos EUA é estabelecer uma missão permanente como país "observador" dentro da Unesco em substituição à representação nela.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou que irá sair da Unesco em 2018. Ele acolheu a medida americana: "Essa é uma decisão corajosa e moral, porque a Unesco se tornou um teatro do absurdo".

Na resolução aprovada pelos estados membros da Unesco, Israel foi criticada por restringir o acesso de muçulmanos a um local, reverenciado por judeus e muçulmanos, que é conhecido por judeus como Monte do Templo e por muçulmanos como al-Aqsa our Haram al-Sharif.

Nesta quinta-feia (12), no anúncio de sua saída da agência da ONU, os Estados Unidos a acusaram de ser "anti-israelense".

Além disso, a entidade já condenou os assentamentos israelenses em Hebron, na Cisjordânia, declarada como "patrimônio histórico palestino". Vários representantes diplomáticos que seriam enviados à missão na agência este ano foram informados que seus postos estavam suspensos e aconselhados a buscar outras vagas.

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O governo americano corta com uma agência a quem já não paga desde 2011 e deve 500 milhões de dólares. Quase duas décadas depois, no governo de George W. Bush em 2002, os Estados Unidos voltaram a se associar à agência da ONU. "É por isto que eu lamento a saída dos EUA", remata Bokova.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse lamentar profundamente a decisão dos EUA de se retirar da entidade, após ter recebido a notificação oficial do secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson. Ela reafirmou que a universalidade é fundamental para que a Unesco prossiga na construção da paz e da segurança internacionais.

A agência vota para escolher um novo diretor esta semana, em uma eleição marcada pelos problemas de financiamento e as divisões no órgão sobre a associação palestina.

A búlgara Irina Bokova abandonará o cargo ao final de dois mandatos, mas a sua direcção foi marcada por alguma polémica e acusações de politização do organismo, com um boicote anterior dos EUA.

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