Defesa de Sócrates insiste no afastamento do juiz Carlos Alexandre

Defesa de Sócrates insiste no afastamento do juiz Carlos Alexandre

"Cada facto é qualificado crime pelo Ministério Público".

Sócrates é o principal arguido, sendo acusado pela prática de três crimes de corrupção passiva de titular de cargo político, 16 crimes de branqueamento de capitais, nove crimes de falsificação de documento e três crimes de fraude fiscal qualificada.

Os factos em investigação tiveram lugar entre 2006 e 2015.

A troco desses benefícios e em representação do Grupo LENA, o arguido JOAQUIM BARROCA aceitou efetuar pagamentos, em primeiro lugar para a esfera de CARLOS SANTOS SILVA mas que eram destinados a JOSÉ SÓCRATES.

O jornal belga, Le soir, escreve: "O ex-primeiro-ministro José Sócrates foi formalmente acusado durante uma investigação de corrupção".

Um indiciamento de mais de 4 mil páginas emitido após um inquérito de quatro anos acusa Sócrates de desempenhar um papel crucial e de receber milhões de euros em um esquema envolvendo os ex-dirigentes do império bancário Espírito Santo e da Portugal Telecom, maior operadora de telecomunicações do país. E "está documentalmente provado" que é falso que Sócrates tenha recebido dinheiro, diretamente ou "em contas de amigos", acrescentou.

More news: Papa diz que Nossa Senhora da Aparecida abençoa quem busca trabalho

Este último veio depois transferir o dinheiro para Portugal, através de uma pretensa adesão ao RERT II (Regime Excecional de Regularização Tributária), visando a sua posterior colocação em contas por si tituladas mas para utilizadores no interesse do ex-primeiro-ministro.

Tal utilização passava, designadamente, por levantamentos e entregas de quantias em numerário a JOSÉ SÓCRATES, as quais eram efetuadas com a intervenção de CARLOS SANTOS SILVA mas também dos arguidos INÊS DO ROSÁRIO, JOÃO PERNA e GONÇALO FERREIRA.

Também a arguida SOFIA FAVA aceitou figurar como adquirente de um imóvel designado "Monte das Margaridas", sito em Montemor-o-Novo.

Quanto a Ricardo Salgado, os procuradores sustentam que o banqueiro determinou que fossem feitos pagamentos a Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, na altura na administração da PT, agindo "em conformidade com interesses definidos por Ricardo Salgado para o BES enquanto acionista da PT".

Os advogados reiteraram as afirmações que já tinham feito em comunicado, considerando que a acusação do Ministério Público, em relação a José Sócrates, não é "minimamente séria nem objetiva", classificando-a como uma "violenta campanha de difamação e condenação sumária na opinião pública" do ex-primeiro ministro.

Related Articles