Empresário catarinense é preso pela PF no Recife — Operação Contentor

Empresário catarinense é preso pela PF no Recife — Operação Contentor

Cerca de 450 policiais federais participaram da operação cumprindo 104 mandados de busca e apreensão, 45 de prisão preventiva, 15 de prisão temporária, 12 conduções coercitivas e diversos sequestros de bens móveis e imóveis. Na maioria das vezes, a cocaína era encaminhada para países europeus. "Nas duas operações houve apreensões de droga no país e no exterior, em procedimentos de cooperação policial internacional", afirmou a PF em nota nesta manhã.

Os alvos das operações responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico internacional de entorpecentes, bem como falsificação de documentos e uso de documentos falsos. Caso condenados, podem receber penas 25 anos de prisão, para cada evento de tráfico internacional, além de dez anos de reclusão por associação.

A investigação seguiu a rota do tráfico e encontrou indícios de que o entorpecente era adquirido em região de fronteira com a Bolívia e entrava no Brasil em pequenos aviões que pousavam no aeroclube de São Francisco do Sul (SC). Em seguida, a cocaína era transportada para o porto de Itapoá, onde era escondida em contêineres.

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As ordens judiciais dessa operação são cumpridas em Joinville, São Francisco do Sul, Itapoá e Garuva, em Santa Catarina; São Paulo e Santos, em São Paulo; em Recife, Pernambuco; João Pessoa, na Paraíba; e na capital fluminense, no Rio de Janeiro. Um investigado de São Francisco do Sul ainda estava sendo procurado. A ação, no entanto, vem sendo investigada pela Polícia Federal (PF) desde o fim de 2016.

Segundo os policiais, três grupos criminosos embarcavam droga em contêineres que partiam do Complexo Portuário Itajaí-Navegantes. O material apreendido com ele, como celular, documentos e mídias de computador, também será enviado para a coordenação da operação, devendo passar por perícia técnica para subsidiar com provas a investigação ainda se encontra andamento.

Segundo a PF, entre os presos estão dois servidores da Receita e um do Ministério da Indústria e Comércio Exterior. Segundo a polícia, o patrimônio de somente dois dos investigados chegaria a R$ 150 milhões.

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