Mais de 270 detidos em manifestações no 65.º aniversário de Putin

Mais de 270 detidos em manifestações no 65.º aniversário de Putin

Mais de 270 simpatizantes do opositor russo Alexei Navalny, atualmente atrás das grades, foram detidos neste sábado (7) em manifestações organizadas cinco meses antes da disputa presidencial contra Vladimir Putin, que celebrava hoje seu aniversário de 65 anos. O ato tem o objetivo de pressionar o mandatário russo para autorizar que o opositor disputa a corrida presidencial. A maior concentração foi em São Petersburgo (noroeste), segunda maior cidade do país e terra natal de Putin, onde três mil pessoas marcharam aos gritos de "Liberdade para Navalny!" antes de as detenções começarem, segundo uma jornalista da AFP.

Pelas 18:00 TMG (19:00 em Lisboa), o número de detenções atingiu 62 em São Petersburgo, elevando o total na Rússia para 271, segundo a ONG especializada OVD-Info.

Cerca de 50 manifestantes encontravam-se ainda, pelas 19:00 TMG (20:00 de Lisboa), perto da praça da Insurreição, em pleno centro da cidade, mas os polícias, destacados em grande número, já se tinham retirado.

Segundo testemunhas citadas pela AFP, as medidas de segurança foram reforçadas no centro de Moscovo, com a presença de agentes da polícia.

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Em junho, a comissão eleitoral central da Rússia considerou Alexei Navalny inapto a candidatar-se à Presidência da Rússia devido a uma condenação na justiça por fraude. Em março do ano que vem, Putin deve se candidatar ao quarto mandado.

Conhecido pelas suas investigações sobre a corrupção das elites russas, Navalny multiplicou, apesar de tudo, nas últimas semanas as ações de campanha em muitas cidades russas e tencionava, antes da sua detenção, encontrar-se com os seus eleitores este sábado em São Petersburgo. "Quero que a Rússia seja um país europeu".

"Vladimir Putin transmitiu à sociedade o sentimento do amor e do respeito pela pátria", escreveu Ramzan Kadyrov, o dirigente da Tchetchénia, república do Cáucaso russo, numa mensagem na rede social Instagram, acrescentando que a Rússia será "sempre um império muito poderoso".

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