Inflação no Brasil é a menor desde 1998 — IBGE

Inflação no Brasil é a menor desde 1998 — IBGE

Os combustíveis ficaram 1,91% mais caros em setembro, o maior impacto positivo sobre a inflação do mês, o equivalente a uma contribuição de 0,10 ponto porcentual para a taxa de 0,16% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No ano, o índice acumula alta de 1,78%, quase um terço do valor acumulado no mesmo período do ano passado (5,51%), e também é o menor valor acumulado no ano até o mês de setembro desde 1998 (-1,42%).

Nacional – O IPCA em todo o País fechou o mês de setembro com variação de 0,16%.

Ainda no grupo habitação, cabe destacar as variações no gás de botijão (4,81%) e na taxa de água e esgoto (0,28%). Nesta, o acréscimo foi impulsionado pela variação de 37,51% nas passagens aéreas e pelos 2,32% nos combustíveis, com destaque para o preço da gasolina, que ficou em média 2,32% mais cara.

Analistas ouvidos pela Bloomberg esperavam uma alta de 0,09% em setembro e de 2,47% no acumulado em 12 meses. O número veio bem acima do esperado pelo mercado, que estimavam que o IPCA fechasse o mês praticamente estável, com alta de 0,09%.

A maior variação mensal foi da região NorteCom alta na parcela dos materiais em 4 estados, e com a variação captada na mão de obra no estado do Pará, consequência de reajuste salarial de acordo coletivo, a Região Norte apresentou a maior variação regional em setembro, 0,66%.

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Em setembro de 2016, o índice havia registrado variação de -0,16%. Em agosto, a bandeira vigente era a vermelha, mais cara.

Considerando os índices regionais, os resultados ficaram ente o recuo de 0,26% da região metropolitana de Recife e o 0,54% da região metropolitana de Vitória. Essa aceleração foi influenciada pela mudança de sinal de itens como carne, que havia registrado queda de 1,75% em agosto e, em setembro, teve alta de 1,25%.

Os alimentos consumidos dentro de casa foram os principais responsáveis pelo resultado. No entanto, o índice está bem abaixo da meta fixada pelo Banco Central, de 4,5%.

A inflação tem surpreendido positivamente os economistas nos últimos meses, principalmente devido à queda nos preços de alimentos.

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