Defesa de Temer e ministros será apresentada na CCJ nesta quarta

Defesa de Temer e ministros será apresentada na CCJ nesta quarta

Além de uma cerimônia com ações voltadas para micro e pequenas empresas pela manhã, hoje à tarde o presidente deve ir a São Bernardo do Campo (SP) entregar ambulâncias. Na sequência, o parecer é analisado pelo plenário e necessita do voto de ao menos 342 deputados para que a investigação possa prosseguir. Eles foram denunciados em conjunto com o presidente por obstrução de Justiça e organização criminosa.

"Evidentemente, a expressão atos estranhos diz respeito a crimes comuns e não a crimes de responsabilidade que, por definição, somente podem ser praticados no exercício do mandato", assinala Brindeiro.

No Planalto, a avaliação é que a segunda denúncia é vazia e afronta os parlamentares ao trazer diversos elementos que constavam da primeira acusação (por corrupção passiva) apresentada pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e que foi derrubada pelos deputados.

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De acordo com o presidente da comissão, a votação na CCJ deve acontecer depois do feriado do dia 12 de outubro. "De qualquer forma, ainda que as palavras dos 'iscariotes' tivessem alguma valia, o processo não poderia seguir por esbarrar na descrição de fatos que evidentemente não constituem crime". Ele argumenta que a peça da Procuradoria Geral da República criminaliza a atuação pública do ministro e "deturpa a história de lutas e conquistas em prol do bem público". “A postura em relação ao presidente da Câmara será sempre de respeitoso diálogo.

"Ora, se a ideia de Joesley era preexistente, com pagamentos havidos antes da imaginada intervenção do presidente, a conduta imputada a Michel Temer constitui irrelevante penal".

Para ele, a denúncia é uma "peça absolutamente armada, baseada em provas forjadas, feita com o objetivo claro e até indisfarçado de depor o presidente da República, constituindo, portanto, uma tentativa de golpe no Brasil". A Câmara está analisando se autoriza o envio da acusação contra o peemedebista por organização criminosa e obstrução de Justiça ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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