Declaração de independência da Catalunha pode acontecer segunda-feira

Declaração de independência da Catalunha pode acontecer segunda-feira

O rei da Espanha, Felipe VI, proferiu nesta terça-feira (3) um discurso televisivo, no qual condenou o referendo pela independência da Catalunha realizado no primeiro dia de Outubro.

A Catalunha pode declarar independência da Espanha já no fim de semana, disse o líder da região, Carles Puigdemont, deixando o país europeu mais próximo de uma ruptura que ameaça as fundações de sua democracia.

"Diante desta situação de extrema gravidade, é responsabilidade dos legítimos poderes do Estado assegurar a ordem constitucional e o normal funcionamento das instituições", ressaltou em um discurso televisionado.

O chefe do Governo catalão garante que a declaração de independência está por dias.

"É um grito, não só ao nível da Catalunha ou do Estado, mas também internacional, que há uma necessidade de mediação", para a qual "devemos estar preparados, e o Governo espanhol também, e se aparecem atores que se prestam e podem facilitar, será irresponsável não aproveitá-lo".

Teresa Freixes explicou que o Governo catalão dirigido por Carles Puigdemont, apesar de ter uma pequena maioria no parlamento regional, a partir de 47% dos votos obtidos em 2015, avançou com a convocação de um referendo, sem discussão e violando todas as normas da própria assembleia catalã.

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A consulta popular foi agendada pela Generalitat, dominada pelos separatistas, tendo o Estado espanhol, nomeadamente o Tribunal Constitucional, declarado que a consulta era ilegal.

O pior veio a seguir, "com os sucessivos governos do PSOE e do PP a fecharem os olhos ao que se passava na região a troco dos votos dos deputados catalães em Madrid para apoiar decisões nacionais de que precisavam", sublinha.

Felipe VI afirmou que a Espanha atravessa seu mais grave período na história democrática. Como resultado, acrescentou, "hoje a sociedade catalã está fissurada e rivalizada". Enquanto isso, dezenas de milhares de pessoas protestaram contra a repressão violenta da polícia espanhola na votação de domingo (1).

A lei espanhola não reconhece esse tipo de consulta.

Esta quarta-feira, a justiça de Espanha anunciou ter "convocado com vista a acusação formal" o chefe dos Mossos d'Esquadra (polícia regional catalã), Josep Lluis Trapero, uma sua adjunta e dois dirigentes de associações independentistas, no âmbito de um "inquérito por sedição".

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