Suspeito em caso Odebrecht, vice-presidente do Equador é preso

Suspeito em caso Odebrecht, vice-presidente do Equador é preso

A procuradoria do Equador pediu nesta segunda-feira (2) a prisão preventiva do vice-presidente do país, Jorde Glas, investigado no escândalo de subornos pagos pela construtora brasileira Odebrecht.

Em um vídeo divulgado no Twitter, Glass disse que se entregaria à Justiça e que "acatava sob protesto" a ordem do juiz, segundo a Reuters.

A medida aprofunda ainda mais a luta de poderes entre o presidente Lenín Moreno e seu antecessor Rafael Correa (2007-2017), grande aliado de Glas.

O vice-presidente, de 48 anos, afirmou que a decisão foi adotada "sem provas e com indícios forjados", e revelou que recorrerá "a instâncias nacionais e internacionais" para se defender.

Semanas mais tarde, a Assembleia Nacional equatoriana autorizou que Glas se tornasse alvo de investigação penal pelo crime de associação ilícita no caso que envolve o pagamento de propinas pela empreiteira.

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Horas antes, a ministra da Justiça, Rosana Alvarado, confirmou que, para abrigar o vice-presidente nesse centro de detenção da capital, foi necessário transferir o ex-ministro Carlos Pareja Yannuzzelli, também acusado de corrupção, para outro centro em Latacunga, ao sul de Quito.

O atual presidente é acusado por Correa, que mora atualmente com sua família na Bélgica, e Glas - antigos aliados - de se unir à oposição de direita para acabar com a chamada "revolução cidadã".

O pedido também se estendeu ao tio do vice-presidente, Ricardo Riveira, que compre prisão domiciliar, mas segundo o Ministério Público, não respeitou sua condição legal.

Até segunda-feira, Jurado havia decretado apenas a proibição de saída do país.

Moreno, que já apresentou à Corte Constitucional as sete perguntas do referendo, declarou que seu objetivo é "suprimir, pelo resto da vida, os direitos políticos de servidores públicos declarados culpados de corrupção". O mesmo com as empresas corruptas e corruptoras: que jamais voltem a trabalhar para o Estado.

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