Servidores dos Correios seguem greve e fazem atos públicos na PB

Servidores dos Correios seguem greve e fazem atos públicos na PB

O Tribunal Superior do Trabalho (TST), em decisão do vice-presidente do órgão, Emmanoel Pereira, determinou que a greve dos empregados dos Correios é abusiva e por isso determinou que os grevistas retornem imediatamente ao trabalho.

Em seu despacho, o ministro declarou ontem que "houve adesão à greve com a negociação ainda não encerrada, o que implica na abusividade".

Segundo o magistrado, neste caso, "cabe ao empregador adotar as providências que entender pertinentes, conforme sua conveniência, partindo da premissa de que para tais trabalhadores não há greve, mas simplesmente ausência ao trabalho, desvinculada de qualquer movimento paredista".

Os Correios informaram por meio de sua assessoria que ingressarão com ação de dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). De acordo com a empresa, mais de 91 mil funcionários ainda estão trabalhando normalmente. No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares (Sintect) de Rio Preto disse que a decisão não determina a volta dos funcionários.

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O motivo apontado por Pereira para declarar a paralisação abusiva é que ela foi iniciada enquanto ainda estava em andamento um processo de negociação coletiva.

Neste sábado e domingo (30 de setembro e 1º de outubro), os Correios realizarão, novamente, mutirões para colocar em dia a carga de objetos postais. O número corresponde a 84,1% do total de empregados, número igual ao estimando na quinta (28). Apenas os serviços com hora marcada, como o Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje, Disque Coleta e Logística Reversa Domiciliária, estão suspensos.

Os funcionários dos Correios, reunidos no SINTECT/DF, votaram pela continuidade da greve, mesmo após a decisão do TST.

Em resposta as alegações do vice-presidente do TST, o Comando de Negociação da Fentect afirma que continuará à disposição, conforme publicado anteriormente, para buscar alternativas que não tragam prejuízos aos trabalhadores, para solucionar o impasse com a ECT, sempre em defesa dos direitos e interesses da categoria que representa. Os funcionários também querem que o reajuste salarial proposto pelos Correios, de 3% a partir de janeiro de 2018, seja retroativo a agosto de 2017.

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