Janot ameaça cancelar acordo de delação da JBS

Janot ameaça cancelar acordo de delação da JBS

O áudio apresentado por Joesley e Saud aparenta ter sido feito involuntariamente, quando eles aprendiam a usar um dos gravadores que seriam utilizados para registrar conversas com autoridades. Além disso, a alegação é de que Miller só participou das tratativas de leniência do grupo e não da delação premiada. Caso comprovada a omissão, os benefícios concedidos aos delatores poderão ser anulados, disse o procurador.

"Vamos deixar claro. A provável rescisão de um acordo de colaboração premiada, se ocasionada pelo colaborador, não invalida nenhuma prova".

O encontro com Cardozo efetivamente ocorreu e a proposta de contratação também. É, mas nós dois temos que operar o Marcelo direitinho pra chegar no Janot e .

Sobre se o relator Edson Fachin deve decidir monocraticamente sobre um eventual pedido de anulação do acordo, ou se o relator deveria levar o tema para julgamento com os demais ministros, Fux disse que isso é algo que "o ministro vai saber".

- Ao longo de três anos, Marcello Miller foi auxiliar do gabinete do procurador-geral, convocado por suas qualidades técnicas.

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Na gravação, Joesley diz: "Ele [Marcelo] já contou para o Janot que a gente tem muito mais para contar".

Crítico do atual procurador-geral da República, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou a jornalistas nesta quarta-feira (6), em Paris, que, na avaliação dele, o chefe do Ministério Público, Rodrigo Janot, "pensou em fazer um gran finale" no encerramento de sua gestão, com a apresentação de várias denúncias - incluindo uma segunda contra o presidente Michel Temer -, mas vai coroar sua passagem pelo comando da Procuradoria Geral da República (PGR) com o caso JBS. Para tanto, usariam uma pessoa chamada Marcelo - que seria o ex-procurador Marcelo Miller.

Janot anunciou na segunda-feira que pediu a abertura de uma investigação para apurar indícios da prática de crimes omitidos por delatores da J&F em um áudio entregue pelo grupo ao Ministério Público, mas ressaltou que as provas apresentadas por eles até o momento continuam válidas. A conversa foi gravada antes do início das negociações com a Procuradoria-Geral da República o acordo que lhes garantiu ficar em liberdade em troca do fornecimento de informações sobre crimes cometidos por políticos.

"Conforme declarou a própria PGR, em nota oficial, o diálogo em questão é composto de 'meras elucubrações, sem qualquer respaldo fático'".

"Não houve uma alteração sequer".

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