Cármen Lúcia manda investigar citação de ministros do STF em delação

Cármen Lúcia manda investigar citação de ministros do STF em delação

Após três dias tumultuados em razão das novas revelações da delação da JBS, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, quer sossego no feriado prolongado. O sigilo das gravações foi retirado no início da noite pelo ministro Edson Fachin, mas o conteúdo será disponibilizado somente amanhã (5) pelo Supremo.

Nos grampos entregues pela J&F na semana passada, aparece um áudio em que Joesley Batista e Ricardo Saud, executivo da empresa, falam sobre um diálogo com o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, que teria sido gravado. Segundo Janot, que na ocasião se recusou a dar detalhes, o áudio conteria indícios de "atos ilícitos" no STF e na Procuradoria-Geral da República.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, informou, em nota, que pediu à Polícia Federal (PF) que investigue as citações de ministros da Corte nas gravações entregues pela JBS à Procuradoria-Geral da República (PGR).

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As gravações foram entregues em cumprimento a um acordo de delação premiada. Os comportamentos suspeitos teriam ocorrido envolvendo integrantes da PGR e do Supremo Tribunal Federal (STF). "O que nós falamos não é verdade, pedimos as mais sinceras desculpas por este ato desrespeitoso e vergonhoso e reiteramos o nosso mais profundo respeito aos Ministros e Ministras do Supremo Tribunal Federal, ao Procurador-Geral da República e a todos os membros do Ministério Público", diz a nota.

A investigação sobre as falas, afirma a ministra, tem como objetivo não deixar "qualquer sombra de dúvida sobre a dignidade deste Supremo Tribunal Federal e a honorabilidade de seus integrantes". Agride-se de maneira inédita na história do país a dignidade institucional deste Tribunal e a honorabilidade de seus integrantes.

Cármen Lúcia pediu "prioridade e presteza" para uma apuração "clara, profunda e definitiva das alegações, em respeito ao direito dos cidadãos brasileiros a um Judiciário honrado".

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