Marcelo quer esclarecimentos sobre donativos de Pedrógão

Marcelo quer esclarecimentos sobre donativos de Pedrógão

É possível que se tenham angariado vários milhões de euros.

O Revita, fundo criado a 17 de junho com donativos particulares, terá 1,3 milhões de euros em falta, segundo informações prestadas pelo ministro José António Vieira da Silva ao PSD.

"A questão de Pedrógão, de Castanheira de Pera, de Figueiró dos Vinhos, e outros município vizinhos continua depois da campanha eleitoral (.) são só três semanas", apelou.

O Presidente da República pediu esta terça-feira que se explique aos cidadãos, como lhe foi explicado, como funciona a recolha e a gestão dos donativos feitos para ajudar as vítimas de Pedrógão Grande. O autarca disse ainda que vai "desafiar" os autarcas vizinhos a informarem o Ministério Público sobre a situação.

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O MTSSS explica que o fundo Revita foi criado com o objetivo de gerir os donativos entregues no âmbito da solidariedade demonstrada, "em estreita articulação com os municípios de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande".

"A competência do Conselho de gestão do Revita cinge-se aos donativos entregues ao Fundo Revita, sendo que estes donativos destinam-se prioritariamente à reconstrução das habitações afetadas pelos incêndios e ao seu apetrechamento, bem como ao apoio aos agricultores". "Só uma parte dos fundos é que é gerida pelo Estado e a outra parte é gerida por outras entidades sociais por escolha da sociedade civil", afirmou o Presidente da República, citado pelo Notícias ao Minuto. Até agora o valor está abaixo do estimado inicialmente e o PSD aponta o dedo ao Governo. "Revela por parte do Governo uma total descoordenação e incapacidade do Governo de gerir os próprios donativos provados".

Teresa Morais lembra que o Governo entendeu que "devia ser ele a gerir" os donativos que os portugueses fizeram, pelo que defende ser "absolutamente imperioso" que o Executivo socialista "esclareça o valor do restantes donativos que não estão no fundo e que dê uma explicação aos portugueses acerca dessas quantias e de qual é o destino que lhe está a ser dado".

No comunicado enviado à comunicação social, o Ministério da Soliedariedade e Segurança Social explica ainda que além do REVITA existem ouras entidades que reuniram donativos, como a Cáritas Diocesana de Coimbra e a União das Misericórdias Portuguesas em conjunto com a Fundação Calouste Gulbenkian.

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