Judiciário brasileiro custou R$84,8 bilhões em 2016, aponta estudo do CNJ

Judiciário brasileiro custou R$84,8 bilhões em 2016, aponta estudo do CNJ

Assim, os juízes e desembargadores paranaenses recebem, por mês, em média, R$ 44,5 mil. A média nacional é ainda maior: R$ 47,7 mil por magistrado e R$ 13,7 mil por servidor.

As informações constam no relatório Justiça em Números, que traz as estatísticas de 2016 de todos os tribunais estaduais do país.

No lançamento dos dados, a presidente do CNJ e do STF, ministra Cármen Lúcia, destacou a transparência dada aos números do Judiciário. A média brasileira é de 147 processos baixados por servidor. Então, na hora de analisar o juiz não pode analisar o Poder Judiciário. Apesar de mais complexa, a 1ª fase tem sido mais rápida do que a 2ª, de acordo com o levantamento.

Só em 2016, o Judiciário brasileiro recebeu 29,4 milhões novos processos. Em 2016, passaram para 79,7 milhões, uma elevação de 3,6%. Em comparação com os números registrados em 2015, a quantidade de casos pendentes, novos e de processos solucionados cresceu.

A série histórica levantada pelo CNJ começa em 2009. Com 30,8 milhões de sentenças e decisões, houve um crescimento de 11,4% em relação a 2015, quando 27,6 milhões de casos foram sentenciados. Quase o dobro do registrado na 2ª instância (3.384).

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Os juízes brasileiros resolveram, em média, cerca de 7 ações por dia durante o ano de 2016.

Além de concentrar a maior parte da verba e da força de trabalho, a Justiça Estadual acumula a maioria dos novos processos encaminhados ao Judiciário. "É preciso uma outra estrutura judiciária para atacar o problema da demora no processo, mais ministros no STF e no STJ e a adoção de mandato no STJ", defendeu o professor da USP e desembargador do TJSP, Walter Piva Rodrigues.

"Também nós, juízes, não estamos satisfeitos com o desempenho do Poder Judiciário".

O relatório revelou ainda quanto trabalham os magistrados.

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