Janot manda investigar se delatores da JBS omitiram informações

Janot manda investigar se delatores da JBS omitiram informações

No discurso, o procurador-geral disse ainda que áudios gravados têm conteúdo grave e foram obtidos pelo Ministério Público Federal (MPF) às 19h da última quinta-feira (31). Em pronunciamento, Janot informou que mandou investigar 'omissão' de informações em delação da JBS.

Sobre a afirmação de Janot, de que mesmo que os benefícios concedido aos delatores sejam cancelados, as provas apresentadas por eles serão mantidas e vão continuar no inquérito, Mariz discorda.

Os delatores entregaram novos arquivos de áudio à PGR e os investigadores passaram o fim de semana trabalhando no material.

“[.] Além disso, há trechos no áudio que indicam a omissão dolosa de crimes praticados pelos colaboradores, terceiros e outras autoridades, envolvendo inclusive o Supremo Tribunal Federal”, diz trecho do despacho de Janot.

"A análise de tal gravação revelou diálogo entre dois colaboradores com referências indevidas à Procuradoria Geral da República e ao Supremo".

A exoneração de Miller é de 5 de abril. Ele teria atuado no interesse dos delatores enquanto ainda ocupava a função de procurador.

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O presidente afirmou que é preciso saber mais sobre os fatos que estão nos áudios, classificados como "gravíssimos" por Janot, antes de se fazer um diagnóstico mais preciso e questionar a validade das provas contra ele. Nos bastidores, especula-se que o ministro mencionado indiretamente por Janot seja Gilmar Mendes, que já se posicionou diversas vezes contra os termos das delações premiadas firmadas nas gestão de Janot.

"Ao longo de três anos, Marcelo Miller foi auxiliar no gabinete do procurador-geral, convocado por suas qualidades técnicas".

Ele não revelou nome do ministro do STF citado na conversa e encaminhou nesta segunda uma petição ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte. "Vamos tomar providências imediatamente, primeiro junto ao procurador-geral que não pode permitir que um homem subjudice saia ofendendo não só a pessoa física do presidente como a própria instituição da República". A informação contida na gravação não tinha sido anteriormente revelada como fazendo parte dos acordos de delação premiada. “O ruim é quando não se nomina esses possíveis mencionados, porque ficamos todos nós sob suspeita. No dia 17 daquele mês, as gravações feitas por Joesley Batista, um dos donos da JBS, vieram a público.

" O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que foi assessor direto de Temer, também são citados na delação".

A casa do golpe contra Teme que já havia caído na absoluta ausência de apoio popular e sua conseqüente derrota na Câmara dos Deputados acabou de ruir ao fim da coletiva de Janot.

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