STF mantém nas mãos de Moro delações da Odebrecht sobre Lula

STF mantém nas mãos de Moro delações da Odebrecht sobre Lula

Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal negou provimento a recurso - agravo regimental - do ex-presidente Lula contra decisão do ministro Edson Fachin que determinou a remessa ao juiz federal Sérgio Moro, no Paraná, de cópia dos autos da Petição (PET) 6734, na qual constam delações premiadas de executivos da Odebrecht.

Os advogados do trio tentaram transferir o processo de Curitiba para São Paulo, alegando que os supostos crimes não têm relação com a Petrobras e, consequentemente, não estariam no âmbito da Lava Jato.

A empreiteira também teria comprado um apartamento vizinho ao do ex-presidente, em São Bernardo do Campo.

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A defesa de Lula alega que as informações contidas nas colaborações premiadas não teriam correlação com os demais processos objeto da Operação Lava-Jato e sustenta que a competência para a apuração dos fatos deveria ser da Seção Judiciária de São Paulo, já que as reuniões narradas teriam ocorrido na região, e não em em Curitiba, aonde o juiz Sérgio Moro cuida dos demais processos da #Lava Jato. Os depoimentos dos réus estão previstos para começar em 4 de setembro.

Moro acolheu o pedido da Procuradoria da República em 14 de julho, dois dias depois de condenar Lula a 9 anos e seis meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex.

"Quanto a essas questões de incompetência do Juízo para o inquérito originário da Operação Lavajato ou de vício de distribuição, as Defesas repetem questões antigas, mais próprias daqueles processos do que deste, e que já foram rejeitadas não só por este Juízo, mas também pela instância recursal, sendo que sequer fazem sentido, como a suposta manipulação de distribuição de processo quando a Vara, na época, era a única competente para o processo e julgamento de crimes de lavagem de dinheiro no território paranaense", despachou Moro. Ele teria negociado propinas com a Odebrecht.

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