Ministério Público abre inquérito a caso das viagens à China

Ministério Público abre inquérito a caso das viagens à China

O semanário Expresso avançou no sábado que uma associada da multinacional chinesa (a operadora NOS) pagou os custos das viagens de avião e da estada na China a seis funcionários do Ministério da Saúde e das Finanças em 2015.

Na nota, a operadora de telecomunicações "confirma também a existência de um pagamento das viagens aéreas da referida visita a um total de 14 pessoas, sendo cinco dessas colaboradores da empresa". No entanto, a empresa admite que tais viagens aconteceram no âmbito "exclusivamente de trabalho" e que o objectivo era "a partilha de conhecimento". Além dos dirigentes do Estado e dos cinco colaboradores da empresa, viajaram também representantes de grupos de saúde privados.

Entretanto, os quadros da função pública já colocaram os lugares à disposição.

More news: Dois ataques contra militares e polícias em Bruxelas e Londres

O Observador noticiou na segunda-feira que cinco funcionários do Estado, de estruturas que dependem dos Ministérios da Segurança Social, das Finanças, do Ministério da Saúde e do da Administração Interna viajaram para São Francisco, com estada na cidade entre 28 de setembro e 2 de outubro de 2014.

"A Huawei não pagou qualquer viagem à China", escreve a empresa em comunicado.

As primeiras viagens oferecidas pela Huawei, reveladas pelo Observador, envolviam Sérgio Azevedo, deputado e vice-presidente da bancada do PSD; Ângelo Pereira, vereador do PSD na câmara de Oeiras e candidato nas próximas autárquicas; e Luís Newton, presidente da Junta de Freguesia da Estrela, também do PSD. Fonte oficial do gabinete de Joana Marques Vidal revela que a Procuradoria-Geral da República (PGR) procedeu à recolha de elementos e decidiu enviá-los ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa com vista a investigação.

Related Articles