Escritora vítima de estupro não fará BO por descrença ao sistema

Escritora vítima de estupro não fará BO por descrença ao sistema

A escritora e militante feminista Clara Averbuck fez uma denúncia pública relatando o estupro que foi vítima por um motorista da Uber no último domingo (27). "A cidade precisa avançar na política de combate ao assédio e abuso sexual nos transportes públicos e iniciar o debate sobre a mesma prática nos transportes via aplicativo”, afirma". "Virei estatística de novo. Não vou incorrer no mesmo erro de quando eu era adolescente e me culpar", disse ela, que já havia relatado violências parecidas anteriormente.

"Fui violada de novo, violada porque sou mulher, violada porque estava vulnerável e mesmo que não estivesse poderia ter acontecido também", pode ler-se ainda na publicação.

"O nojento do motorista do Uber aproveitou meu estado, minha saia, minha calcinha pequena e enfiou um dedo imundo em mim, ainda pagando de que estava ajudando 'a bêbada'. Não quero impunidade de criminoso sexual, mas também não quero me submeter à violência de Estado", afirmou". A escritora contou ainda, em uma outra postagem contendo um vídeo no qual explicava detalhadamente sua decisão de não ir à delegacia, que o motorista se recusou a parar o carro em frente a sua casa, parando na rua ao lado, já claramente mal intencionado.

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Ela continua: "Estou decidindo se quero me submeter à violência que é ir numa delegacia da mulher ser questionada, já que a violência sexual é o único crime que a vítima é que tem que provar". Ela conta ter levado várias mulheres à delegacia e diz saber o que a espera. A culpa não é minha.

A Uber disse em nota que "repudia qualquer tipo de violência contra mulheres". A empresa se colocou à disposição das autoridades em colaboração com as investigações do caso. Eu sei. A dor, a raiva e a impotência também não me largam.

Ao que parece, Clara tem razão: "O mundo é um lugar horrível pra ser mulher". A escritora gaúcha já relatou que foi vítima de estupro, aos 13 anos.

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