Crise sem fim: receita despenca e rombo das contas do governo aumenta

Crise sem fim: receita despenca e rombo das contas do governo aumenta

Déficit histórico. O governo central registrou um déficit primário de R$ 20,152 bilhões em julho, o pior desempenho para o mês da série histórica, que tem início em 1997. Segundo o Tesouro, também é o pior resultado para este período em 21 anos.

De janeiro e julho, as receitas líquidas caíram 3,1%, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas as despesas totais ficaram estáveis, caindo 0,2%, também considerando o IPCA.

Também impactaram os números, diz a secretária, o pagamento de precatórios no mês, a antecipação de 13º e a programação de pagamento do abono salarial.

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Se forem considerados o custo com a administração das reservas internacionais e as operações de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro), o BC teve perda de R$ 15,7 bilhões. Isso ocorreu por causa de frustrações de R$ 4,6 bilhões na arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, principalmente os pagos pelos bancos, e de R$ 1,4 bilhão com o programa de regularização de ativos no exterior, também conhecido como repatriação. No caso do governo federal, essa remuneração vem das ações detidas pela União em empresas como Petrobras. No acumulado do ano e em 12 meses também há um recorde. O pior resultado da série para o mês foi puxado, novamente, pelo déficit previdenciário. "Teremos condições de cumpri-la", afirmou.

Entretanto, a equipe econômica do governo já admitiu que não vai conseguir cumprir essa meta e, recentemente, propôs altera-la para déficit de até R$ 159 bilhões. "A revisão da meta mostra que o quadro fiscal do país continua piorando e que até mesmo o déficit de 159 bilhões de reais pode ser frustrado", disse a economista Monica de Bolle, logo após o anúncio da mudança da meta, há exatamente duas semanas.

Além disso, o governo já elevou a tributação sobre combustíveis e conta com R$ 11 bilhões da concessão de hidrelétricas em Minas Gerais, além de recursos do novo Refis (cerca de R$ 10 bilhões), para tentar atingir o objetivo fiscal deste ano.

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