Colômbia critica comentários de Trump sobre possível ação militar na Venezuela

Colômbia critica comentários de Trump sobre possível ação militar na Venezuela

"O repúdio à violência e a qualquer opção que envolva o uso da força é inarredável e constitui base fundamental do convívio democrático, tanto no plano interno como no das relações internacionais", diz o documento.

Trump concedeu entrevista nas suas "férias a trabalho" em Nova Jersey, depois de se reunir com o secretário de Estado, Rex Tillerson, o assessor de segurança nacional, H.R. McMaster, e a embaixadora americana nas Nações Unidas, Nikki Haley. É um vizinho. Estamos em todo o mundo e temos tropas por todo o mundo, em locais que ficam muito longe.

"Inicie gestões, chanceler, para que eu tenha uma conversa pessoal com Donald Trump, inicie gestões para termos uma conversa telefônica com Donald Trump", disse Maduro ao ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, em um discurso à Constituinte.

O presidente também disparou contra os países vizinhos, após 12 governos da América condenarem Maduro por uma "ruptura" da democracia e desconhecerem a Constituinte, também rejeitada pela União Europeia. "Mais cedo, Trump disse que o líder norte-coreano, Kim Jong Un, vai se "arrepender rapidamente" se continuar com suas ameaças aos territórios norte-americanos". A crise venezuelana se acirrou depois da eleição de uma Assembleia Constituinte, no último dia 30, em uma votação contestada pela comunidade internacional.

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Esta foi a resposta às declarações, proferidas pouco antes, pelo Presidente dos Estados Unidos que afirmou não descartar a hipótese de uma intervenção militar. Nunca fomos nem seremos pessoas de guerra.

"Se ele está tão interessado na Venezuela, eu aqui estou, aqui está o chefe do seu interesse (.), aqui está a minha mão", disse Maduro.

Houve sanções individuais contra altos cargos do governo venezuelano, incluindo até o presidente Maduro, a que Washington chama diretamente de "ditador".

"Os que conspiram contra a Venezuela (.) são os governos mais selvagemente subordinados à política externa dos Estados Unidos.". "A Venezuela jamais vai se render (.), deve saber o Império americano". Apesar do declínio nos últimos anos, 740 mil barris de petróleo venezuelano chegam diariamente nos Estados Unidos, um dos poucos países com refinarias adequadas para tratá-lo. Venezuela exporta petróleo para Pequim e Moscou para quitar empréstimos fornecidos anteriormente.

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