Migrantes atirados ao mar por traficantes. Terão morrido 55 pessoas

Migrantes atirados ao mar por traficantes. Terão morrido 55 pessoas

Um novo balanço do incidente indica que pelo menos seis migrantes morreram e 13 estão dados como desaparecidos ao largo da província de Chabwa, no sul do Iémen. Há registo de pelo menos cinco mortos e 50 desaparecidos, mas a Organização Internacional para as Migrações teme o pior.

Cerca de 50 imigrantes da Somália e da Etiópia, países situados no Chifre da África, morreram afogados por um traficante de seres humanos no litoral do Iêmen, na Península Árabe.

"Enviámos as nossas equipas para a zona".

Este é o segundo caso deste tipo que é divulgado nas últimas 24 horas no Iémen e que ilustra o tratamento desumano a que são sujeitos os migrantes que procuram melhores condições de vida. Os mortos foram enterrados pelos que sobreviveram.

A OIM está a trabalhar em estreita colaboração com o Comité Internacional da Cruz Vermelha para conseguir sepultar condignamente as vítimas mortais e apoiar os sobreviventes.

Esta organização especializada da ONU explicava ontem à noite em comunicado que os sobreviventes relataram que o traficante os empurrou para o mar quando viu agentes de autoridade perto da costa. A média etária dos passageiros era de 16 anos, disse a OIM.

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Os sobreviventes contaram ainda à OIM que o traficante já teria regressado à Somália para continuar o negócio e arranjar mais migrantes para chegar ao Iémen pela mesma rota.

"Demasiados jovens pagam a traficantes com a falsa esperança de um futuro melhor", comentou.

A pouca distância marítima que separa o Corno de África (extremo oriental do continente africano, constituído pela Somália, pela Etiópia e pelo Jibuti, e que culmina no cabo Guardafui) do Iémen tem contribuído para que este trajeto seja uma rota de migração popular, apesar do conflito em curso no Iémen.

Posteriormente, os migrantes tentam dirigir-se para os países do Golfo.

"Eles abandonam os migrantes junto à costa e dão a volta para ir buscar mais", disse à Reuters Laurent de Boeck, chefe de missão da OIM no Iémen, onde desde o início do ano chegaram já mais de 55 mil migrantes, apesar da guerra e da crise humanitária que devasta o país.

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