Mensalão: investigação contra Lula é reaberta

Mensalão: investigação contra Lula é reaberta

Mais um problema para o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva na justiça: a Polícia Federal e o Ministério Público do DF decidiram reabrir investigação contra ele relativas a um antigo processo no qual é acusado de receber sete milhões de dólares da Portugal Telecom para, segundo suspeitas, quitar dívidas de campanhas do Partido dos Trabalhadores nas eleições de 2004.

A investigação baseia-se em denúncias do publicitário Marcos Valério, um dos envolvidos no escândalo do mensalão (caso de corrupção que revelou um esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso brasileiro) no primeiro mandato de Lula da Silva como Presidente.

Uma investigação sobre o caso foi aberta em 2013, no entanto, acabou por ser arquivada em 2015 a pedido da própria Procuradoria da República brasileira, porque entendeu que não era possível comprovar a transferência do dinheiro.

30 pessoas já foram ouvidas no caso, inclusive em Portugal.

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Segundo Marcos Valério afirmou no depoimento, Lula e o ex-ministro Palocci reuniram-se com Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, no Palácio do Planalto e combinaram que uma fornecedora da operadora em Macau, na China, transferiria 7 milhões de reais ao PT. Na época, Palocci era ministro da Fazenda de Lula. Tendo por responsabilidade a revisão de procedimentos como arquivamentos de inquéritos, a Câmara de Combate à Corrupção decidiu pelo "retorno dos autos à origem, para que seja designado outro membro para continuidade das investigações", segundo portaria assinada pela procuradora-chefe.

A Justiça Federal em Brasília discordou do arquivamento e o caso foi remetido à Câmara de Combate à Corrupção da Procuradoria-Geral da República. Ambos os Ministérios Públicos de Portugal e do Brasil pediram o arquivamento delas por total falta de provas. "Não há factos novos que justifiquem a reabertura do caso", defende fonte do instituto. O procurador sorteado para conduzir o caso foi Ivan Marx.

Em nota, a assessoria de Lula se manifestou sobre o caso e disse que as acusações foram "investigadas por três anos".

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