Pyongyang ameaça atacar Guam em resposta "à fúria" de Trump

Pyongyang ameaça atacar Guam em resposta

A Coreia do Norte foi a principal preocupação citada no documento, que foi aprovado hoje pelo gabinete japonês, menos de duas semanas depois de Pyongyang testar seu segundo míssil intercontinental.

As intenções do regime de Kim Jong-un foram reveladas poucas horas depois do líder da Casa Branca ter ameaçado responder com um "fogo e uma fúria como o mundo nunca viu", caso haja novas provocações por parte do governo de Pyongyang.

Outro agente do país asiático, ligado à Força Estratégica do Exército Popular norte-coreano, avança que as atuais atitudes dos americanos - além de um teste de mísseis balísticos intercontinentais dias atrás, e um voo de caça de bombardeiro nesta segunda-feira na região coreana -, podem gerar uma guerra muito grave.

Mais cedo, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, negou que a Coreia do Norte seja uma ameaça iminente.

Qualquer ataque americano contra o Norte pode deflagrar represálias imediatas e uma escalada rápida, com consequências devastadoras, sobretudo, para a Coreia do Sul, aliado dos Estados Unidos.

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Os contratos futuros de ouro encerraram o pregão desta quarta-feira (9) no maior valor em uma semana, em meio ao aumento da tensão entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos.

Na ilha de Guam, local onde estão estacionadas forças norte-americanas e onde ainda recentemente estas estiveram em exercícios militares, os responsáveis tentaram acalmar a população, passando uma mensagem de confiança. E foi num clube de Golf que revelou que o regime de Kim Jong-un vai "dar de caras com fogo e fúria como o mundo nunca viu" se voltar a fazer ameaças.

Analistas e autoridades políticas ridiculizaram as declarações do presidente americano. Donald Trump comemorou que diversos países estejam se unindo para enfrentar as ameaças de Pyongyang após "anos de fracasso".

Para Siegfried Hecker, ex-diretor do Laboratório Nacional de Los Álamos (Novo México), Pyongyang não tem experiência para lançar "uma ogiva nuclear suficientemente pequena, leve e robusta para poder sobreviver a um envio através de um ICBM".

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