Governo diz que não eleva alíquota

Governo diz que não eleva alíquota

A perspectiva de elevação da alíquota do Imposto de Renda e tributação de lucros e dividendos para aumentar a arrecadação em 2018, possibilidade que passou a ser ventilada nesta semana, é "inaceitável" na avaliação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Temer admitiu a possibilidade de elevar o Imposto de Renda durante lançamento do programa Produlote, da Caixa Econômica Federal, em São Paulo. Há os mais variados estudos. Mas é interessante, são estudos que se fazem rotineiramente. "A todo momento a Fazenda, o Planejamento, os setores da economia, eles fazem esses estudos e este é um dos estudos, mas nada decidido", disse Temer.

Como o assunto é polêmico, fontes afirmam que a Fazenda vai apresentar várias opções para a apreciação do presidente Michel Temer. Na tabela do recolhimento mensal, é isento quem ganha até pouco mais de R$ 1.900.

Como os estudos ainda estão sendo feitos, não se sabe qual será o aumento da alíquota máxima que está sendo pensado.

Notícias na mídia relatam que a equipe econômica analisa para 2018 a criação de uma alíquota mais alta do IR, entre outras medidas tributárias, para elevar as receitas do governo.

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"A Presidência não encaminhará proposta de elevação do Imposto de Renda ao Congresso Nacional". Se for aprovada neste ano, só pode entrar em vigor em 2018. "E eu acho que aumentar imposto deve ser a última das soluções, quando não restar nenhuma outra", disse o deputado Efraim Filho (DEM-PB).

Além disso, o governo espera conseguir implantar o teto de gastos públicos e a reforma trabalhista, já aprovados pelo Congresso. Com a Lava Jato e outros escândalos na política, o país sabe que muito dinheiro é mal usado ou desviado pela corrupção. "Temos até o final do mês, dia 31, para finalizar as contas e chegar a uma conclusão". Em encontro na manhã desta terça com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, reiterou que é contra qualquer aumento de imposto como alternativa para que o governo cumpra a meta fiscal de déficit primário.

No caso da tributação sobre distribuição de dividendos, há resistências, dentro e fora do governo, especialmente de grupos empresariais.

Com esse pacote de aumento de impostos, o reforço nos cofres do Tesouro será de, pelo menos, R$ 35,5 bilhões.

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