FMI eleva expectativa de crescimento de Itália e Brasil

FMI eleva expectativa de crescimento de Itália e Brasil

No documento divulgado hoje, o FMI destaca as estimativas de crescimento de quatro países: Alemanha, França, Itália e Espanha. Para o economista chefe do FMI, Maurice Obstfeld, a performance da zona euro é "notável quando comparada com o passado recente". No caso do Brasil, o FMI aumentou sua projeção deste ano de 0,2% para 0,3%, apesar de ter reduzido sensivelmente a de 2018, de 1,7% para 1,3%, por causa da instabilidade política.

O FMI sublinha que "as projeções inalteradas para o crescimento mundial escondem diferentes contribuições dos países" para a previsão global.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 0,2% para 0,3% a projeção de crescimento econômico do Brasil neste ano e rebaixou de 1,7% para 1,3% em 2018.

Apesar da volta ao crescimento na América Latina, os números ainda seguem abaixo das médias históricas, afirma o economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld, em comentários apresentados durante a apresentação do relatório na Ásia.

Para o mundo, a previsão de alta também foi reduzida e está estimada em 3,5% em 2017 e 3,6% em 2018.

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O Reino Unido deverá crescer 1,7%, segundo o FMI. A previsão de crescimento foi revista em alta para 1,3%. O bolo da economia cresceu, mas na divisão pelo número de habitantes cada fatia encolheu 4,2% ao longo daqueles dez anos.

"Embora os riscos em torno da previsão de crescimento global pareçam amplamente equilibrados no curto prazo, eles continuam em desvantagens no médio prazo", informou o FMI em previsões atualizadas divulgadas em Kuala Lumpur, Malásia.

A instituição liderada por Christine Lagarde admite alguns riscos a esta previsão: alguma incerteza política (do Brexit e das políticas orçamentais dos EUA), tensões financeiras (do crescimento do crédito na China, quanto à estabilidade da banca na zona euro ou à política monetária dos EUA), protecionismo ou questões não económicas (como tensões geopolíticas).

Espanha é o país que mais cresce entre os quatro - 3,1% este ano e 2,4% no próximo (estimativas que demonstram uma revisão em alta de 0,5 e 0,3 pontos percentuais, respetivamente) -, seguida da Alemanha, a crescer 1,8% este ano e 1,6% no próximo (revisões de 0,2 e 0,1 pontos percentuais), de França, a avançar 1,5% este ano e 1,7% no próximo (com uma revisão de 0,1 pontos percentuais em cada um dos anos), enquanto a Itália cresce apenas 1,3% este ano e 1% em 2018 (mais 0,5 e 0,3 pontos percentuais, respetivamente).

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